08 March 2018

10 Regras de ouro de Employee Advocacy

Em 2017, 92 % dos participantes do estudo La Guerra por el Talento (A Guerra pelo Talento) concordaram que Employee Advocacy é um dos maiores desafios para as empresas em termos de atração e retenção de funcionários.

Employee Advocacy (ou embaixadores dos funcionários, ou ainda, funcionários defensores, nas redes sociais) surgiu como uma das principais tendências para o futuro.

Esta é uma prática que exerce grande poder em termos de geração de marca do empregador, atraindo os melhores talentos e criando confiança nas empresas.

Em um ambiente em que a voz corporativa, principalmente nas redes sociais, virou uma commodity, a autenticidade fornecida pelo funcionário como um porta-voz parece bastante evidente.

Esta é uma ótima oportunidade, mas como isso pode ser abordado com garantias?

 

As 10 Regras de Ouro 

#1 Fatores de motivação

Pense a longo prazo.

Não realize um projeto de Employee Advocacy pensando em obter resultados no curto prazo (mais visitações, curtidas, comentários nas redes sociais e etc.). O objetivo deve ser aumentar a reputação de seus funcionários, e eles vão fazer você crescer. Os objetivos de um projeto deste tipo devem incluir: melhorar a reputação geral da empresa, dos seus produtos e serviços e da marca do empregador.

#2 Comunicação

Fortaleça a marca pessoal de seus funcionários e o resto acontecerá sozinho.

Explique aos seus profissionais os benefícios obtidos com uma iniciativa de Employee Advocacy. Faça com que eles se sintam como se fossem os “donos” da empresa, os mestres do seu destino, para que entendam que ajudar a construir a reputação da empresa é bom para a empresa, mas, em primeiro lugar, é bom para eles e sua marca pessoal.

#3 Desafios

Priorize a qualidade dos conteúdos e a experiência do usuário.

Um projeto de Employee Advocacy envolve três grandes desafios:

1. Manter a iniciativa forte com o tempo.

2. Gerar conteúdos relevantes para que os profissionais sintam vontade de compartilhá-los e seus contatos sintam vontade de consumi-los.

3. Gerar uma experiência divertida para profissionais (com incentivo e dinamização apropriados).

#4 Cultura

Todas as empresas podem adotar um projeto de Employee Advocacy, mas é necessário que elas apresentem uma certa maturidade cultural.

Nem todas as empresas se encontram no momento certo para realizar um projeto de Employee Advocacy. A cultura digital deve ser forte, com gerentes que promovem a conscientização sobre o projeto, políticas de participação em redes sociais que promovem seu uso e funcionários treinados.

#5 Busque aliados para gerenciar as complexidades.

Employee Advocacy sempre existiu e sempre existirá. No entanto, a complexidade dos tempos atuais surgida com as redes sociais exige estratégias, ferramentas e conteúdos específicos para o gerenciamento adequado desse tipo de programa. Apesar da grande variedade de opções disponíveis no mercado, é fundamental encontrar uma solução que permita superar os desafios causados por esse tipo de iniciativa: monitoramento, organização da participação e incentivo e dinamização.

#6 Gamificação

O programa de Employee Advocacy tem que ser divertido!

O programa de Employee Advocacy deve ser divertido. Deve ser como um refresco para as outras atividades rotineiras de trabalho e trazer motivação que, com dinâmicas de jogos adequadas, insere competitividade saudável entre os participantes para ver quem é o melhor embaixador.

Com isso, também é importante não se esquecer dos incentivos. Este é um tema amplamente comentado e debatido quando o tema gamificação está envolvido. Geralmente, existem dois grupos de pensamento opostos: aqueles que usam a abordagem da tômbola (iPads para todos) e aqueles que apostam, porque o simples fato de fazer parte da organização deve ser um bom motivo para justificar o sucesso de uma ação com essas características.

O caminho a seguir pode ser uma solução intermediária: incentivos para capacitar e desenvolver os participantes, ao mesmo tempo em que apoiam o desenvolvimento da cultura interna da organização.

#7 Conteúdos

Um bom conteúdo é aquele que te ajuda a atingir seus objetivos.

O conteúdo deve ser usado para fortalecer os vetores de reputação mais beneficiados com a atividade dos funcionários.

1. “A vida na empresa”. Apresentar conteúdos que mostram como é a vida na empresa, para gerar a marca do empregador por meio de experiências que afirmam que a empresa é um bom lugar para alcançar o desenvolvimento profissional e pessoal.

2. Produtos e serviços. Aproveitar ao máximo o know-how e a experiência dos próprios profissionais sobre os produtos e serviços que eles vendem ou fornecem para criar sua reputação.

3. Temas corporativos. Divulgar conteúdos característicos do mundo corporativo (novos desenvolvimentos, prêmios, inauguração de escritórios, transferências etc.) para criar conscientização e avaliação positiva da empresa.

E, como dissemos no início, a marca pessoal dos participantes é um dos aspectos mais beneficiados. É por isso que o programa de Employee Advocacy também deve ter conteúdos protagonizados (ou mesmo criados) pelos próprios funcionários. Uma maneira de gerar engajamento e identificar aqueles especialistas escondidos que existem em todas as organizações.

É evidente que não existe um programa que sirva para todas as organizações. O sucesso de uma estratégia de Employee Advocacy também está na seleção correta de territórios e comunidades. Defina-os bem, identifique quais profissionais podem criar e compartilhar conteúdo relevante em um território e oferecer a cada comunidade o que interessa a ela.

#8 Canais

Vá aonde está o seu público.

Você precisa se concentrar nas redes sociais que atendem aos seus objetivos. Por exemplo, para atrair talentos, o Employee Advocacy poderia que se concentrar mais no LinkedIn e Instagram; já para falar sobre produtos e serviços, o programa pode usar mais as redes: Instagram, LinkedIn, Facebook e Twitter.

#9 Governança

Os departamentos de Recursos Humanos e Comunicação devem estar em sintonia.

Os departamentos de Recursos Humanos e Comunicação caminham juntos no programa de Employee Advocacy, pois sempre misturam reputação e talento. Atuando juntos, o programa deixa de ser só mais um sem destaque.

#10 Qualidade

Ainda é pouco, mas é bom e gradual.

Se tiver que escolher três dicas fundamentais para obter um programa de qualidade, elas são sem dúvida, as seguintes:

1. Defina uma estratégia: cuidado ao definir seus objetivos; crie um plano que o ajude a atingi-los.

2. O melhor embaixador não é necessariamente aquele que mais compartilha. Ajude seus profissionais a adotar uma boa atitude e aumentar sua influência.

3. Faça medições, corrija e avance. Esses programas trazem resultados desde o início, mas seu valor real pode ser visto no longo prazo.

authors:
Luis González
Diretor da Área de Reestruturações e Organizações e Pessoas da LLORENTE & CUENCA
Com 20 anos de experiência profissional, é especialista em comunicação de crise, reestruturações e falências e relações com a imprensa, tendo se especializado em sua carreira nos setores de infraestrutura, imobiliário, alimentação, saúde e indústria. Foi diretor das operações da LLORENTE & CUENCA no Chile (2014-2016) e em Portugal (2012). Antes, foi editor do Diario Médico, editor-chefe dos canais de televisão locais Teletoledo e TV Guadalajara e assessor de imprensa e diretor de expansão da agência de publicidade Tactics Europe. É jornalista, formado em Ciência da Informação pela Universidad Complutense de Madri; é professor convidado de vários cursos de mestrado em Comunicação Estratégica.
Jon Pérez Urbelz
Consultor Sênior da Área de Organizações e Pessoas na LLORENTE & CUENCA na Espanha
Pérez se formou em jornalismo pela Universidad de Navarra e possui mestrado em Comunicação Política e Institucional pela Universidad de Navarra e The George Washington University. Possui mais de dez anos de experiência em comunicação, principalmente no setor jurídico, durante o qual trabalhou em comunicação corporativa, comunicação online, comunicação interna e comunicação de crise. Atualmente, é especialista em projetos de marca do empregador e engajamento de funcionários.
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