28 June 2018

Líderes emergentes na Espanha, Portugal e América Latina

UM OLHAR SOBRE A LIDERANÇA DO FUTURO

O tempo histórico acelerou. As necessidades e demandas políticas mudaram, em conteúdo e intensidade, e uma nova geração de líderes está se preparando para enfrentá-las. As equipes de profissionais de Relações Públicas da LLORENTE & CUENCA mobilizaram-se mundialmente para identificar aqueles que têm o potencial de assumir as atuais posições de líderes na Espanha, Portugal e América Latina. Personalidades que, sendo expoentes de uma terceira vertente, estão avançando em direção a posições de liderança.

Os países analisados neste documento são Argentina, Brasil, Equador, Espanha, Colômbia, Chile, México, Panamá, Peru, Portugal e República Dominicana. Embora deva ser notado que o documento não pretende incluir cada um dos potenciais protagonistas da política nos próximos anos: são todos os que estão, mas não estão todos os que são. No documento estão selecionados diferentes figuras de cada país que por suas características e projeção política, reúnem condições para liderar e contribuir para a configuração do panorama político, em um futuro mais próximo do que distante. Em uma segunda fase, cada uma das personalidades selecionadas respondeu a um breve questionário, cuja análise nos permite oferecer uma visão privilegiada daqueles que estão, hoje, em condições de influenciar decisões futuras que marcarão o rumo de seus respectivos países.

Como é lógico, os perfis dos futuros líderes que apresentamos aqui diferem em certos aspectos, mas todos compartilham a mesma ideia geral sobre democracia e liberdades políticas, independentemente da família política a qual pertencem. Para que não se questione o fato do marco comum a todos ter sido sempre o habitual. Assim, encontramos, em geral, homens e mulheres que defendem a necessidade de incentivar o investimento e o crescimento econômico, mas, ao mesmo tempo, insistem naquilo que deverá servir para reduzir as desigualdades socioeconômicas e ser sustentável. O crescimento não vale a qualquer preço. Mais uma vez, algo que nem sempre foi comum na América Latina.

Outro aspecto importante é o crescente equilíbrio entre o número de homens e mulheres que estão ascendendo aos principais cargos de responsabilidade nestes países. Historicamente, a política tem sido uma tarefa reservada aos homens, com notáveis exceções, mas agora encontramos entre os líderes que despontam uma crescente participação das mulheres, algo que tem contribuído com maior sensibilidade social, pragmatismo e horizontalidade no modo de exercer a política na região. Além disso, a crescente entrada de mulheres em cargos de responsabilidade coincidiu com uma maior atenção aos grupos historicamente excluídos, especialmente os jovens e mulheres de extratos sociais mais humildes, e as minorias indígenas em países como a Bolívia e o Equador.

Em resumo, a América Latina, Espanha e Portugal estão voltadas a uma política mais ambientalmente sustentável, mais socialmente sensível e mais igualitária entre mulheres e homens, restabelecendo o compromisso com a economia de mercado e a democracia liberal. O grupo de políticos que apresentamos aqui, em sua diversidade ideológica e em seus diferentes contextos locais, é um bom exemplo de um avanço inegável.

author:
Joan Navarro
Sócio e Vice-Presidente de Relações Públicas da LLORENTE & CUENCA
Joan Navarro é graduado em Sociologia pela Universidade Nacional de Educação a Distância (UNED), certificado pelo Programa de Direção Geral (PDG) do IESE - Universidade de Navarra, é especialista em Comunicação Política e Relações Públicas. De 2004 a 2007, foi chefe de gabinete do ministro de Administração Pública e em 2010, reconhecido como uma das 100 pessoas mais influentes pela revista El País Semanal. É fundador do Fórum + Democracia, entidade que promove mudanças institucionais para melhorar o funcionamento democrático, além de desenvolver atividades ligadas ao ensino em diversos centros universitários, atuar como membro da Seção Espanhola do Strategic and Competitive Intelligence Professional (SCIP) e colaborador no jornal El País.
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